Aprendendo a Suportar o Cancro (Câncer) através da fé.


Acordei meditando quantos chamados têm desacreditado do seu potencial em Deus e abandonado a sua posição na batalha onde Cristo já nos decretou mais que vendedores nEle. Muitos deixam de congregar por uma ofensa ou desilusão... como se isso justificasse a falta de amor para perdoar. Quem ama a Deus não cede a barganhas ou caprichos desnecessários, mas rege-se sempre em submissão à Palavra de Deus e ela diz-nos para perseverar em amor, sempre! Juntos somos aperfeiçoados e crescemos no maior dos dons.
Há cerca de ano e meio perdi um filho, depois outro. Quem viu um filho sair de si sem conseguir ser abrigo para Deus gerar vida conhece quão grande é essa dor. Aprendi que Deus nos criou para vivermos para Ele e quando algum filho deixa a Sua presença Ele sente dor e falta inexprimíveis. DEUS SENTE A TUA FALTA quando deixas de orar, adorar e congregar.
Depois fui diagnosticada com dois cancros (tumor cancerígenos) já muito avançador. Entre muitas dores que o cancro traz, uma delas é a de perder o cabelo... Pensava que não suportaria, mas um dia acordei e todo o cabelo caiu de uma vez, lembrei da Palavra que diz que até os cabelos da nossa cabeça estão contados. Olhei para o espelho, vi uma aparência que rejeitei completamente e clamei " Senhor sou tua ser, porque permitiste isto?". O Espirito Santo fez eco da palavra SERVA até que entendi que nada foi perdido, Jesus não foi embora então porquê desistir?
Outras dores maiores vieram, mas Jesus nunca foi embora. Durante o processo da quimioterapia, as minhas forças abandonaram-me e o meu corpo latejou de dor como se os ossos estivessem esmagados e com um peso imensurável, mas aprendi que o que é corruptível muitas vezes tem que ser sacrificado para o que é incorruptível ser fortalecido e avivado. Deus gerou em mim uma alegria inexprimível que não parou de crescer, uma alegria que não se permite condicionar a circunstâncias ou fraquezas e que em vez de sucumbir à enfermidade, me deu força para adorar e servir.
Quando comecei a usar peruca, várias reações magoaram-me e senti-me tão exposta e frágil. Então lembrei de Jesus na Cruz, tão exposta por amor a ti e a mim, sem ser pecador como nós somos e disposto a salvar-nos sem considerar o vitupério, a dor, a rejeição que passaria. Nada que passarmos aqui será maior que o Amor de Deus por nós. Aprendi que não sou melhor que quem me ofende, todos somos caídos se a Graça de Deus não nos alcançar a todo o momento.
Hoje o Espírito Santo impulsionou-me a escrever para ti que estás cansado, ferido ou ofendido. Fomos chamados para resgatar, reconciliar e edificar. há pouco tempo e muito a fazer, não te deixes embaraçar, guarda a tua fé e o teu coração, não revides nem permitas raiz de amargura em ti. Não entendes?... Tudo coopera para o bem dos que amam a Deus! Cada cicatriz torna-se uma marca de Cristo em nós quando perseveramos e reagimos a tudo com amor. Vale a pena continuar, não deixes para depois quem te priorizou e te salvou. Se olhares para Cristo não encontrarás motivo algum para tirares a mão do arado ainda que a terra seja árida, Jesus é contigo e jamais te abandonará. 

Com carinho,

Missionária Cláudia.


O vendedor de Balões.




O VENDEDOR DE BALÕES.


''Um homem bem velhinho vendia balões numa quermesse. 

Evidentemente era um bom vendedor, pois deixou um balão 

vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse 

modo, uma multidão de jovens compradores de balões.

Havia ali perto um menino que observava atentamente o 

vendedor de balões e, é claro, estava também apreciando 

os balões.

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um 

azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos 

foram subindo cada vez mais até sumirem de vista. O 

menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava 

imaginando mil coisas... Uma coisa o aborrecia, o homem 

não soltava o balão preto. Então aproximou-se do vendedor 

de balões e lhe perguntou:

- Se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto 

quanto os outros?

O vendedor de balões sorriu para o menino, arrebentou a 

linha que prendia o balão preto e, enquanto ele se elevava 

nos ares disse:


- Não é a cor, filho. 

''É O QUE ESTÁ DENTRO DELE QUE O FAZ SUBIR.''


Anthony de Mello.